V Campeonato Espanhol de Swoop Open 24/07/2009 09:07

A Espanha está em alta no pára-quedismo
internacional. Neste mês de Maio de 2009 aconteceu o V Campeonato Espanhol de Swoop Open,
com participação de 23 atletas de todas as partes. Os países presentes foram: Espanha, Republica Checa,
Chile, Austria, Belgica, Portugal, Venezuela, Argentina, Reino Unido,
Suissa e Alemanha e o nosso querido Brasil. Uma competição muito
bem organizada e com um nível técnico altíssimo.
Para o meu objetivo, treinar e evoluir, estava
perfeito! Não havia pressão ou expectativa, era só eu e o meu velame nos
divertindo. E assim eu comecei o campeonato e já recebi o meu primeiro
“vertical extention” por forçar o limite máximo e tentar a melhor marca
possível logo no primeiro salto. Depois de um banho de água fria e começando a
jogar o jogo da competição eu voltei a ser competitivo e estava disputando o
primeiro lugar na prova de velocidade, empatado com Pablo Hernadez da Espanha,
favorito para a competição e atleta recém chegado no time da PD. Antes do
desempate final da prova de speed o tempo piorou e a competição foi
interrompida e adiada para o dia seguinte. Eu tinha 180,097 de pontuação contra
180,504 do Pablo, que foi medalha de ouro nesta prova no último mundial na
África do Sul. Sabia que ele iria forçar uma marca muito forte e eu já estava fora
da briga pelo 1º lugar geral, era tudo ou nada.
Subimos no segundo dia, uma sexta-feira, as
9:00 da manhã, em que fazia 10 graus no chão, frio quase insuportável mesmo com
muita roupa. E eu forcei a velocidade máxima, calculando para passar só com os
meus calcanhares dentro do portão de entrada. Mas o radar do portão de entrada
não apitou. Eu estava muito confuso, tinha sido meu melhor salto e decidi
recorrer ao vídeo dos juízes, que foram super atenciosos ao se reunirem para
discutir o caso assistindo o video diversas vezes. Realmente havia sido por
muito pouco, mas era um zero.
Nessa hora, sentamos eu e a Giu na grama bem
longe de tudo e todos para respirar e relaxar um pouco e conversamos sobre o
objetivo que nos trouxe tão longe. Queriamos treinar e evoluir. E nessa hora eu
tinha um importante exercício, treinar manter o foco durante o jogo e não
desistir nunca. E eu levantei e disse a mim mesmo, “eu queria fazer a competição
inteira sem zerar, agora tenho a chance de subir para o primeiro salto de
precisão, que é uma das minhas provas favoritas, e fazer as três rodadas sem um
zero”. E logo no primeiro salto com os meus 15,9 kilos extras e lutando para
parar de pé o mais próximo da zona cinco, acabei forçando o joelho direito e
caindo no chão com um pouco de dor. Não tinha um zero, tinha uma boa pontuação,
mas estava com outro problema em mente nesta hora. Precisava terminar a
competição e não sabia se meu joelho conseguiria. Fui atendido pelo médico de
plantão do evento e as notícias
eram boas, eu poderia continuar competindo com uma imobilização no joelho
direito. Isso me tirava a chance de ficar de pé e tentar o primeiro lugar da
prova. Mas estava feliz porque ainda podia saltar. No último salto, eu estava ainda
atrás do constante Gonzalo Sanudo, do Chile, me recuperando rapidamente e
subindo posições. Na última rodada, levando a pontuação máxima, consegui subir
mais uma posição terminando a competição em 7º lugar geral, mesmo depois de 2
zeros. Pablo Hernandez (Espanha) ficou em primeiro lugar com 807 pontos,
seguido por Wagner
Wuzi (Austria) 723 pontos e em terceiro Mike Vogeleer (Belgica) 675 pontos.
A maior lição é que não existe mágica, e sim
trabalho duro e muito treinamento, além de talento e vontade. E é isso que eu fui buscar em Skydive Lillo, mais regularidade de saltos para que eu possa alcançar meus objetivos.
Origem: Espanha - Kalay e Giu Autor: Kalay Marques
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